Esporte de Aventura – Audiência -Câmara dos Deputados.

No dia 30 de junho, foi realizada audiência pública, na “Comissão de Turismo e Desporto” da “Câmara dos Deputados” para tratar de diversas questões ligadas aos esportes de aventura. A audiência foi presidida pelo Deputado Walter Feldman e foi convocada, a meu pedido, pelo Deputado Silvio Torres.Estiveram  presentes os Presidentes da Confederação Brasileira de  Montanhismo e Escalada, da Confederação Brasileira de Orientação, do Conselho Federal de Educação Físicas e entidades ligadas ao turismo.
Eu representei a Associação Brasileira de Parapente – ABP entidade que fundei e presidi até o ano passado.  Mais uma vez defendi o óbvio no que diz respeito à  formação, técnicas e equipamentos destinados à comercialização das atividades esportivas de aventura: que elas são esportivas. É sabido que certas burocracias estatais criam a sua própria realidade e a vivenciam sem grande preocupação se elas guardam ou não correspondência com a realidade. Infelizmente, os esportes de aventura vem sendo alvo deste tipo de “coisa“, a partir da “política” deste “governo”, que sistematicamente o vem descaracterizando como mera atividade turística. Turismo é atividade econômica e não fisica. Atividades esportivas de aventura, comercializadas ou não, são atividades esportivas. Obvio não! Não é porque a sua comercialização se chama de “turismo de aventura” que  num passe de mágica a formação, técnicas e equipamentos  se transformam em turísticos. Aliás, o único passe de mágica que existe neste assunto é o volume de recursos que a “politica” deste “governo” gastou para os esportes de aventura, no âmbito do sistema de administração esportivo paralelo que eles criaram no “turismo”, é claro. Toda vez que escuto  a retórica do Mtur sobre o assunto eu fico pensando se  foram os turismólogos quem inventaram os equipamentos para saltos duplos em parapente e paraquedas ? Certamente, deve ser na faculdade de turismo que se aprende a fazer saltos duplos com estes equipamentos, além de todas as técnicas inerentes às modalidades esportivas de aventura. Imaginar um parapentista,paraquedista, montanhista, etc… sendo avaliados em suas aptdões esportivas, por empresas ligadas ao Sistema da ABNT, sem qualquer subordinação ao histórico esportivo das respectivas entidades de administração esportivas é viver uma fantasia estatal. Elas nunca são fruto de mero erro na apreciação da realidade, mas sim no interesse dos recursos inerentes à manutenção do mecanismo que as cercam. Não importa o quanto quem esteja participando de uma atividade esportiva de aventura, guiada por um esportista, não seja praticante daquele esporte.

O esportista, a técnica e os equipamentos  sempre serão esportivos. Da mesma forma que não importa o quanto esta obviedade não esteja clara na cabeça de presidentes de entidades que se dizem esportivas, mas que muitas vezes reunem apenas comerciantes de atividades esportivas.

Na audiência muito se discutiu sobre o Projeto de Lei do Senado e que mereceu um “post” (logo abaixo) no qual dei meus parabens aos Senadores Efraim Moraes e Raimundo Colombo. Quem não leu este “post” por favor o leia, porque no próximo eu irei falar  sobre as alterações que o “turismo” está tentando fazer neste Projeto e Lei que saiu perfeito do Senado.

E pelo que pareceu na audiência, têm Deputado sendo enganado !

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